Para que servem as manhãs senão para isso?

Livro Nuvem

 

→ Catarina Lins, Shiva Press, 2018.

A capa frontal com duas nuvens brancas sobre um azul algodoado e nada mais prenuncia a delicadeza encontrada nos dois poemas deste pequeno livro, “Um homem segurando um bebê” e “Empédocles”. Assim tem circulado a poesia hoje, se multiplicando por pequenas editoras forjadas na impressão caseira digital e na experimentação que une design com papel resultando em livros peculiares e, tais como se chamam os de artista, esses são os de poetas. Ilustrado por desenhos de pés internamente, eles se associam à ideia de errância descrita pela poeta e experimentada na própria escrita que passa por paisagens, cidades, poetas: “e aqueles eram os plátanos/ para os quais Plath e Pound/ tinham olhado”. De um verso ao título, ecoa: para que servem as manhãs senão para correr o risco de acordar?

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